Bloqueios

segunda-feira, 27 de julho de 2009
Inaugurando o inaugurável, vida que se alastra com seus pensamentos que vêm e vão em meros minutos, inundando a mente com palavras sem nexo.

Sentimentos vindos do som, me trazem memórias de momentos que nunca vivi, coisas que planejo ao futuro e coisas vistas por olhos de terceiros, desejos ocultos e infantis, "coisas de criança".
Deito-me quando chega a madrugada, penso em não levantar no amanhecer que está por vir, ver se consigo provar que a Lua fica mais que o Sol na minha vida...

O frio instaura-se pelo meu corpo, não é a temperatura, nem mesmo medo, é um frio que vem de dentro, que se espalha até minhas extremidades mas não deixa minha carne, frio que desaba, consome, imobiliza.
Desejo de mover esvai-se de mim, agora nada mais que uma casca, levanto-me assustado e olho, com a visão ainda borrada, o que me parece ser o relógio.

"É hora de acordar", ouço em minha mente um sussurro, uma voz que hoje não mais está por perto e que me traz memórias melancólicas de um tempo onde a vida era mais fácil;
Olho para o lado, não há ninguém, existe um brilho, fruto de um desejo não realizado.
Esfrego os olhos, como se disesse para mim: "É... o Sol."

E assim começo outro dia, com a única esperança de que desta vez, somente desta vez, a Lua vai durar mais, por mim.

"Aí um analista amigo meu, disse que desse jeito, não vou ser feliz direito."

1 comentários:

Poetíssima disse...

Uma hora teus dias serão tão brandos quantos tuas noits, que não desejarás mais que a Lua somente perdure... mas tua vida.. talvez não saberá nem se a lua estará lá...

Seja bem vindo, Pedro!
Pode rechear de coisas sua outra coluna; caso precise de alguma ajuda passa lá no blog e deixa recado que mando algumas coisas pra você;

Que teu eu, tua máscara, teus pensamentos, sentimentos e tua lira sejam plena fluidez neste blog...

Abraços da Poetíssima!
[Daise]

www.soirild.blogspot.com

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